O Governo da Bahia, sob administração do Governador Jerônimo Rodrigues , destinou R$ 21,5 milhões para financiar a formação de 60 estudantes na Escola Latino-Americana de Medicina (Elam), em Cuba, com pagamento parcelado ao longo dos seis anos e meio de curso. Segundo informações, o edital prioriza candidatos de baixa renda, moradores de áreas rurais e com histórico de atuação em movimentos sociais, como o MST.
O programa, conduzido pela Secretaria de Saúde da Bahia, prevê um custo aproximado de R$ 360 mil por estudante, contemplando matrícula, hospedagem e alimentação. Documentos enviados pela Elam ao governo baiano indicam que o valor estimado para um aluno não bolsista em 2025 seria de US$ 57,4 mil, além do custo diário de alimentação e moradia. Caso o curso fosse totalmente autofinanciado, o montante chegaria a cerca de R$ 23,2 milhões.
A seleção será realizada pela Universidade do Estado da Bahia (Uneb), em parceria com a Organização dos Estados Ibero-Americanos, entidade que já foi alvo de auditorias do Tribunal de Contas da União. Entre os requisitos estão maioridade, ensino médio concluído, comprovação de atuação comunitária e compromisso de trabalhar por ao menos dois anos em regiões rurais baianas após a validação do diploma no Brasil.
A iniciativa ocorre em meio a debates sobre modelos de cooperação educacional com Cuba, tema que já foi questionado em programas como o Mais Médicos, devido à intermediação financeira do governo cubano. Críticas ao novo edital foram levantadas por profissionais de saúde, que apontam problemas na qualidade de ensino da Elam e contestam o investimento diante dos indicadores de saúde e educação do estado.
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