Um levantamento apontou que 61 candidatos às eleições municipais de 2024 são alvos de mandados de prisão em aberto. Destes, três casos são de candidatos a vereador na Bahia.
A pesquisa, realizada pelo portal G1, aponta que, dos 61 casos, 14 são relativos a condenações na esfera criminal: 3 casos de homicídio, 2 de estupro de vulnerável, 4 de furto ou roubo, 2 de estelionato, 1 de lesão corporal e 1 associação criminosa. Em um dos casos foi impossível saber o crime cometido.
Entre estas investigações, 13 envolvem prisão provisória, ou seja, ocorrem antes do investigado ser condenado ou absolvido pela justiça. Uma, no entanto, se dá por condenação definitiva.
Dos 47 casos no âmbito civil, 46 mandados se deram por conta de disputas de pensão alimentícia, enquanto um não teve o motivo revelado. Dos 61 casos, 59 dizem respeito a vereadores e 2 a vice-prefeitos. Nenhum candidato a prefeito tem mandado de prisão em aberto.
Na Bahia, são apenas 3 os candidatos com mandados de prisão em aberto, são eles:
Wellington Mineiro (União), candidato a vereador de Porto Seguro
Alvo de mandado de prisão por furto expedido em 17 de outubro de 2023. A defesa diz que o mandado de prisão se deu pelo fato de Wellington não ter sido intimado no processo. "A regularização do seu endereço fixo certamente revogará a ordem de prisão", disse a defesa.
O União Brasil disse que, assim que soube do mandado, comunicou o candidato para que tomasse as providências cabíveis. "Ressaltamos que o União Brasil respeita a legislação e não compactua com nenhuma irregularidade e que oportunizará ao candidato o direito a ampla defesa".
Luís Carlos Caboquinho (PSOL), candidato a vereador de Pau Brasil
Alvo de mandado de prisão expedido em 11 de maio de 2022 em processo criminal. A reportagem não conseguiu saber qual é o crime. O candidato foi procurado, mas não respondeu.
Presidente do PSOL na Bahia, Ronaldo Mansur disse desconhecer o mandado de prisão e que a legenda nem outro partido da federação faz esse tipo de checagem.
"O que nós sabemos é que o Luís Carlos é um homem indígena, que luta pela terra na cidade de Pau Brasil, onde recentemente um de seus familiares foi brutalmente assassinado. Nós estamos do lado daqueles que lutam pelos seus direitos. A Justiça sabe onde ele está e ele está candidato. A Justiça precisa fazer as movimentações cujos processos dizem o que tem que fazer", disse.
Djalma da Laranjeira (AVANTE), candidato a vereador de Lamarão
Alvo de mandado de prisão preventiva por homicídio expedido em outubro de 2018.
O candidato afirmou que desconhece o mandado de prisão. A defesa disse que buscará os meios para provar a inocência. O partido não respondeu aos questionamentos.
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