A megaoperação deflagrada nesta quinta-feira (28/8) pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo (MPSP), teve ao menos 65 alvos localizados na avenida Brigadeiro Faria Lima e no seu entorno (veja mapa abaixo). O local é considerado o maior cinturão financeiro do país.
A operação cumpriu mandados de busca e apreensão em fundos de investimentos, corretoras e outras empresas ligadas ao mercado financeiros, além de escritório.
Os locais estão distribuídos em onze endereços diferentes, no raio que compreende a Faria Lima, a avenida Rebouças e o Parque do Ibirapuera, na zona sul da capital.
Entre os alvos mais conhecidos, estão fundos de investimentos sob a gestão de grupos como Reag, Altinvest, Trustee e Banvox.
A investigação mira um esquema bilionário de lavagem de dinheiro no setor de combustíveis, com envolvimento de integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC). De acordo com o MPSP, uma cadeia de combustíveis era controlada pelo crime organizado, incluindo a importação, a produção, a distribuição e a venda para o consumidor final.
Para isso, os grupos criminosos tentavam “blindar” ou ocultar o patrimônio – e faziam isso por meio de fintechs e fundos de investimentos, o que acaba ligando as fraudes reveladas pela operação à Faria Lima.
Um dos pontos cruciais da organização criminosa, de acordo com as investigações, era a blindagem do patrimônio dos envolvidos. “Os valores eram inseridos no sistema financeiro por meio de fintechs, empresas que utilizam tecnologia para oferecer serviços financeiros digitais”, afirma a Receita Federal.
Os criminosos controlavam várias instituições de pagamento menores, criando, assim, uma espécie de camada dupla de ocultação do patrimônio.
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