As diversas trocas no alto escalão da Prefeitura de BH e o afastamento de Fuad Noman (PSD) do chefe da Casa Civil do Governo de Minas, Marcelo Aro, tiveram reflexos nos bastidores da Câmara Municipal de BH. Enquanto alguns vereadores manifestaram surpresa, outros viram os movimentos como esperados, principalmente após os secretários municipais ligados a Aro perderem força nos bastidores – eles sequer foram à prestação de contas do Executivo ao Legislativo na semana passada.
A principal repercussão na Câmara se concentrou no futuro da base do prefeito na Casa. Hoje, Aro tem forte influência sobre oito parlamentares: José Ferreira (PP), Rubão (PP), Wilsinho da Tabu (PP), Professora Marli (PP), Marcos Crispim (Podemos), Professor Juliano Lopes (Agir), Flávia Borja (PP) e Cláudio do Mundo Novo (PL). Todos esses são aliados de Fuad no Legislativo. Contudo, após Aro deixar o primeiro escalão, há risco deles deixarem de compor a base?
Ao menos oficialmente, a resposta é não. "Todos os vereadores do nosso grupo permanecem na base do prefeito Fuad. Não tem uma ruptura aqui. Seria muito injusto da nossa parte ter qualquer outro tipo de postura, sendo que o prefeito foi muito correto conosco. O que há hoje é um entendimento do nosso grupo. A gente está desconfortável de estar na prefeitura sendo que a eleição está se aproximando, e a gente ainda não sabe se vamos caminhar com o prefeito Fuad. Tirando isso, continua tudo igual”, disse Marcelo Aro em entrevista coletiva.
Pelas redes sociais, o prefeito Fuad Noman foi na mesma linha. "A saída (dos secretários) acontece em comum acordo, em função de projetos eleitorais distintos. Pelo bem de Belo Horizonte, sigo contando com o apoio dos vereadores na base da Câmara”, escreveu no X (antigo Twitter).
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