O ex-prefeito de Salvador e secretário-geral do União Brasil, ACM Neto, trocou farpas com o PT nesta semana. O ex-gestor apontou semelhanças entre os índices de violência na Bahia e no Equador, país que enfrenta uma das piores crises na segurança pública. Neto responsabilizou o Partido dos Trabalhadores (PT) pela falta de ação no combate à criminalidade no estado.
"Diante de tudo que está acontecendo no Equador, a gente não pode deixar de olhar para a nossa realidade, para o que vem acontecendo na Bahia. Infelizmente, a realidade da Bahia não é muito diferente da realidade do Equador", afirmou ACM Neto em publicação nas redes sociais.
O ex-prefeito comparou as taxas de homicídios, ressaltando que na Bahia a taxa é de 47,1 por cada 100 mil habitantes, levemente superior à do Equador, que é de 46,5.
ACM Neto ressaltou ainda as ações das facções criminosas na Bahia, destacando disputas por territórios, cobranças de pedágios a comerciantes e restrições à livre circulação das pessoas. Ele disse que, entre 2011 e 2021, a Bahia viu um aumento de quase 22% nas taxas de homicídios, ao contrário da maioria dos estados brasileiros que conseguiram reduzir tais índices.
Em resposta às críticas, o presidente do Partido dos Trabalhadores da Bahia, Éden Valadares, afirmou que a comparação feita por ACM Neto é desproporcional e reflete seu ressentimento pela derrota nas eleições para governador. Valadares destacou os investimentos do governo estadual em segurança e inteligência, mencionando um aporte de mais de três bilhões, a entrega de 33 novas unidades policiais, aquisição de 700 viaturas e contratação de mais de 2.500 policiais.
O dirigente partidário salientou a atuação positiva do atual governador, Jerônimo Rodrigues (PT), na redução das mortes violentas e principais índices de criminalidade, bem como sua proximidade com a população, visitando 150 cidades no primeiro ano de governo.
Éden Valadares também rebateu as críticas de ACM Neto em relação à administração municipal, destacando problemas como o alto IPTU, o transporte público e a falta de creches e maternidades. Ele concluiu ressaltando que a agenda em discussão é a eleição municipal, e os temas do governo estadual não estão em análise.
Comentários: