A corrida eleitoral pelo governo da Bahia em 2026 já começa a ganhar contornos de polarização. A pesquisa, realizada pelo instituto Real Time Big Data e divulgada nesta segunda-feira (22), aponta que o vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, e o atual governador Jerônimo Rodrigues (PT) aparecem em empate técnico, dentro da margem de erro.
Segundo os dados, o ex-prefeito de Salvador tem 40% das intenções de voto, enquanto o petista registra 36%. A margem de erro do levantamento é de três pontos percentuais para mais ou para menos, o que deixa ambos tecnicamente empatados. O nível de confiança é de 95%.
Outros pré-candidatos e cenário eleitoral
Além dos dois principais nomes, a pesquisa incluiu outros potenciais concorrentes. O ex-ministro da Cidadania, João Roma (PL), aparece com 5%. Já o ex-candidato a prefeito de Salvador, Kleber Rosa (PSOL) tem 2%, e o ex-deputado federal João Carlos Aleluia (Novo) aparece com 1%. Os votos brancos e nulos somam 10% e 6% dos entrevistados se declararam indecisos.
Vale lembrar que, Kleber Rosa anunciou oficialmente, no último dia 13, que não disputará mais o governo estadual. Ele decidiu se lançar como pré-candidato a deputado estadual, o que deve alterar o quadro em futuras pesquisas.
Cenário alternativo sem João Roma
O instituto também simulou um cenário sem a presença de João Roma. Nesse caso, ACM Neto sobe para 43%, ampliando sua vantagem. Jerônimo Rodrigues mantém 36%, enquanto Aleluia cresce para 2% e Kleber Rosa permanece com 2%. O percentual de votos brancos e nulos aumenta para 11%, enquanto os indecisos seguem em 6%.
Histórico de confronto entre os dois principais nomes
O embate entre ACM Neto e Jerônimo Rodrigues não é novidade no cenário político baiano. Os dois se enfrentaram nas eleições de 2022. O petista saiu vitorioso no segundo turno, garantindo a sucessão do então governador Rui Costa (PT), hoje ministro da Casa Civil, e consolidando a hegemonia do PT no Estado, que já dura quase duas décadas.
Com a nova disputa projetada para 2026, os números mostram a tendência de polarização entre os dois grupos políticos: de um lado, o União Brasil e aliados; de outro, o Partido dos Trabalhadores e sua base histórica.
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