O deputado federal Arthur Maia (União Brasil-BA) deve ser oficializado, nos próximos dias, como presidente da Federação União Progressista (UPb) na Bahia. Nesta terça-feira (2), o deputado iniciou articulações políticas e reuniu, na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), a bancada estadual do União Brasil.
Em publicação nas redes sociais, Maia destacou a importância do momento político e compartilhou sua avaliação sobre o cenário eleitoral de 2026. Segundo ele, existe um “clima de justificado otimismo” em relação à candidatura do ex-prefeito e vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, ao governo da Bahia em 2026.
“Segue firme e consolidada com ampla vantagem nas pesquisas de opinião. Além disso há um cenário nacional favorável que aponta para o fortalecimento do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, como liderança capaz de representar uma nova esperança para o Brasil”, escreveu.
Encontro de Arthur Maia com bancada do União Brasil
Na publicação, o deputado avaliou o encontro com a bancada estadual do União Brasil como “produtiva”. “Seguimos juntos, com confiança e determinação, construindo um futuro melhor para a Bahia e para o nosso país”, escreveu.
Estiveram presentes os deputados estaduais filiados ao União Brasil: Sandro Régis, Alan Sanches, Luciano Simões, Marcelinho da Veiga, Kátia Oliveira, Júnior Nascimento, Manuel Rocha, Robinho e Pedro Tavares.
União Progressista define saída do governo Lula
Enquanto Arthur Maia organiza as bases na Bahia, a direção nacional da Federação União Progressista, formada pelo União Brasil e o Progressistas (PP), decidiu deixar o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e migrar para a oposição. A medida atinge diretamente os ministros André Fufuca (PP), dos Esportes, e Celso Sabino (União Brasil), do Turismo, que deverão entregar os cargos.
O líder do União Brasil na Câmara, Pedro Lucas (União Brasil-MA), anunciou que a federação apoiará a anistia defendida por aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O parlamentar defendeu que o projeto seja pautado rapidamente no Congresso. A decisão, que deve ser ratificada pelas Executivas Nacionais nesta semana, proíbe filiados de ocuparem funções no governo federal.
A resolução afeta uma estrutura ampla, já que a federação soma 109 deputados federais, 15 senadores, sete governadores, 1.335 prefeitos, 186 deputados estaduais, quatro distritais e 12.398 vereadores. O comunicado foi lido no Congresso pelo presidente do União Brasil, Antônio Rueda (União Brasil), que destacou que haverá punições disciplinares em caso de descumprimento.
Impacto político e estratégia eleitoral
A saída do governo federal ocorre em meio ao desgaste entre Lula e lideranças do Centrão. Na semana anterior, o presidente criticou Rueda e o senador Ciro Nogueira (PP-AL), além de afirmar que não se sentia respaldado pelos ministros das legendas. A tensão acelerou a antecipação da medida, que inicialmente estava prevista para depois da aprovação da federação pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Nos bastidores, dirigentes avaliam que manter cargos na Esplanada se tornou insustentável. Ao mesmo tempo, trabalham para se aproximar de Bolsonaro, que ainda não definiu apoio para 2026, mas é visto como possível articulador da candidatura presidencial de Tarcísio de Freitas.
A decisão da União Progressista reforça a reorganização das forças no Congresso e projeta uma oposição com base estruturada, enquanto lideranças regionais, como Arthur Maia na Bahia, avançam em articulações para fortalecer candidaturas estratégicas no próximo ciclo eleitoral.
Comentários: