Os atos criminosos de 8 de janeiro completam um ano nesta segunda-feira. Na ocasião, vândalos invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes, causando caos e tumulto na capital federal.
Para rememorar os ataques, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) convocou governadores, parlamentares e demais autoridades para participarem de solenidade no Congresso Nacional, a partir das 15h.
O Palácio do Planalto quer dar um caráter institucional ao ato que marcará um ano dos ataques. A estratégia, segundo interlocutores da Presidência, é demonstrar união entre os Poderes, e consequentemente, isolar o bolsonarismo.
Na mesa de honra da cerimônia, devem estar presentes a primeira-dama, Janja da Silva, e o vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB). A organização do evento convidou os 27 governadores, os prefeitos de capitais, parlamentares, ministros do Tribunal de Contas da União (TCU) e presidentes e ministros de tribunais superiores.
Durante uma reunião em dezembro, Lula cobrou a presença de seus 38 ministros.
Na abertura do ato, haverá a execução do hino nacional pela ministra da Cultura, Margareth Menezes, acompanhada de grupo musical. Encerrando a solenidade, as autoridades da mesa de honra irão até a entrada do Salão Nobre do Senado Federal, para a entrega simbólica da tapeçaria de Burle Marx e de uma réplica da Constituição Federal.
A obra de Burle Marx foi criada em 1973 e vandalizada durante a invasão do Congresso Nacional. Após minucioso trabalho de restauração, a tapeçaria foi reintegrada ao patrimônio do Senado. Já a réplica da Constituição foi recuperada, sem qualquer dano, após ter sido furtada do Supremo Tribunal Federal (STF), também no dia 8 de janeiro.
Ordem dos discursos
A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), será a primeira a fazer um pronunciamento. Escalada para representar os governadores, Bezerra deve fazer críticas aos que tentaram e apoiaram um golpe no país, além de fazer uma defesa da democracia e pedir por pacificação.
Única mulher prevista para falar na solenidade que ocorrerá no Senado, a governadora ficou com essa missão porque é a suplente do presidente do Fórum dos Governadores, Ibaneis Rocha (MDB), chefe do Executivo do Distrito Federal, que não estará presente na cerimônia.
Em seguida, discursam o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Moraes, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), e o presidente do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).
O presidente Lula será a última autoridade a discursar na solenidade. Auxiliares do presidente afirmam que a ideia é que ele não fale de improviso no ato.
Um discurso com uma defesa enfática da democracia foi preparado por assessores, de acordo com integrantes do Planalto. O mandatário, no entanto, tem um longo histórico de fugir do roteiro, mesmo tendo textos prontos à frente.
Lula pede atos regionais para marcar 8 de janeiro
Além de convocar as celebrações para marcar um ano dos atos de 8 de janeiro, Lula pediu a líderes ligados ao PT e a outros partidos de esquerda que façam também mobilizações regionais para a data.
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