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Segunda-feira, 27 de Abril de 2026

Notícias/Política

Bahia cria grupo de trabalho para avaliar impactos de tarifas dos EUA e proteger economia estadual.

Parceria entre Governo da Bahia e FIEB busca mitigar efeitos da taxação americana sobre produtos baianos; setores como celulose, cacau e pneus estão entre os mais afetados.

Bahia cria grupo de trabalho para avaliar impactos de tarifas dos EUA e proteger economia estadual.
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O Governo da Bahia e a Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB) anunciaram, nesta segunda-feira (14), a criação de um grupo de trabalho para analisar os possíveis impactos da taxação imposta pelos Estados Unidos ao Brasil, com vigência a partir de agosto. O objetivo é elaborar estratégias para enfrentar a nova política comercial norte-americana e desenvolver alternativas que preservem investimentos, empregos e a renda no estado.

A iniciativa foi definida durante reunião entre o governador Jerônimo Rodrigues (PT) e o presidente da Fieb, Carlos Henrique Passos. O encontro contou com a participação de secretários estaduais e representantes do setor produtivo, e resultou em uma articulação conjunta para proteger os interesses econômicos da Bahia frente às mudanças no cenário internacional.

 

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Taxações afetam produtos baianos e criam instabilidade

Durante a reunião, foi destacada a preocupação com os impactos das novas tarifas sobre produtos baianos. Atualmente, os Estados Unidos representam 8,3% das exportações do estado, com destaque para os setores de celulose, derivados de cacau e pneus. Esses segmentos possuem cadeias produtivas extensas, com forte impacto na atividade econômica local. Também devem ser afetados setores como o petroquímico, mineração e agronegócio.

Os participantes observaram que mudanças unilaterais nas regras comerciais podem afetar a estabilidade do comércio internacional e tornar o mercado norte-americano menos previsível para os exportadores. A criação do grupo de trabalho busca antecipar cenários e articular uma resposta coordenada entre governo e setor produtivo para mitigar os prejuízos.

Além dos possíveis efeitos diretos sobre a economia baiana, foi destacada a importância de uma resposta negociada às tarifas. Foi definido que a resposta aos EUA é necessária para tentar inibir esse tipo de prática, mas essas taxas devem ser revistas com diálogo, diplomacia e maturidade, sem um enfrentamento que possa prejudicar mais ainda a economia.

 

Trump admite possível conversa com Lula

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, na manhã da última sexta-feira (11), que poderá conversar com o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), “em algum momento”, mas descartou qualquer diálogo imediato. A declaração ocorreu dias após o republicano enviar uma carta oficial a Lula anunciando uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, medida que deve entrar em vigor no próximo dia 1º de agosto.

“Talvez em algum momento, mas não agora”, respondeu Trump ao ser questionado pela repórter Raquel Krähenbühl, da TV Globo, em frente à Casa Branca, em Washington.

O gesto sinaliza um distanciamento diplomático entre os dois governos e eleva a tensão comercial entre os países, especialmente após Lula reagir com firmeza à medida tarifária. Em resposta pública nesta última quinta-feira (10), o petista reiterou a soberania nacional e a independência das instituições brasileiras. “O Brasil é um país soberano, com instituições independentes, que não aceitará ser tutelado por ninguém”, disse.

Durante a mesma entrevista, Trump voltou a defender o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), atualmente réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por sua suposta participação na tentativa de golpe de Estado de 8 de janeiro de 2023. “Eu o conheço bem, já negociei com ele e ele é um bom negociador. Posso te falar que ele é um homem muito honesto e ama o povo brasileiro”.

“Ele está tratando o presidente Bolsonaro de forma muito injusta”, disse Trump, referindo-se a Lula.

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Bruno

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