O Bahia segue em situação difícil em busca de um caminho que funcione nessa reta final de Série A e que garanta o clube na competição em 2024. No último domingo, contra o Athletico, na Arena Fonte Nova, o Tricolor foi muito insistente no ataque, cresceu ao longo do jogo e chegou a sair na frente, mas uma nova falha defensiva prejudicou a equipe, que sofreu o empate, em 1 a 1, e segue próxima à zona de rebaixamento.
Rogério Ceni escalou o Bahia com Luciano Juba de lateral-esquerdo, na vaga de Camilo Cándido, expulso no último jogo, e Thaciano em substituição a Yago Felipe. Com isso, Rezende virou um terceiro zagueiro, ao lado de Vitor Hugo e Kanu. A formação tática funcionou e trouxe equilíbrio em boa parte do jogo.
Uma boa alternativa tática percebida durante o jogo foi a saída do Bahia em ligação direta, com Cauly recuando para ajudar Acevedo na briga pela segunda bola ou até na saída de pé em pé, e Thaciano subindo ao ataque para brigar pelo alto e aparecer na área.
No segundo tempo, o Bahia melhorou o nível de atuação e se manteve, muitas vezes, no campo de ataque e próximo da área do Athletico.
Logo de cara, o Tricolor chegou com perigo em lance de bola parada, outra alternativa muito utilizada durante o jogo, mas a vulnerabilidade gerada pelas bolas perdidas nesses rebotes quase custou caro em contra-ataque rápido do adversário defendido por Marcos Felipe.
A insistência e dominância na etapa final resultaram em gol marcado por Everaldo, de pênalti, após falta sofrida por Gilberto em rebote dentro da área.
O treinador viu o Tricolor sofrer o empate em cobrança de escanteio na jogada, Kanu não conseguiu evitar o cabeceio de Canobbio. Luciano Juba também tentou, sem sucesso, evitar o gol adversário.
Mais uma vez, o Tricolor perdeu pontos importantes por causa de erro defensivo que prejudica o time em busca de uma solução funcional para fugir do Z-4, que nesse duelo foi a boa transição ofensiva.
O bom desempenho no geral "caiu por terra" e gerou um misto de vaias e aplausos da arquibancada ao apito final do árbitro. Vale lembrar de jogos recentes, como as derrotas para Cruzeiro, Palmeiras e Cuiabá, em que as falhas de marcação, de passe ou de outra tomada de decisão foram determinantes.
Agora, restam quatro jogos para o clube tentar seguir na Primeira Divisão, dois como visitante e dois em Salvador. O primeiro desses desafios só será disputado no dia 25, um sábado, contra o Corinthians, na Neo Química Arena, pela 35ª rodada.
Tempo importante para Ceni tentar uma nova e última cartada ou fortalecer algo que tem funcionado nos treinamentos em busca da salvação do Bahia, com 13 dias entre uma partida e outra e nove trabalhos programados.
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