O Bahia foi superior ao Grêmio na maior parte da partida disputada na noite do último sábado, mas não evitou a derrota por 1 a 0, em Porto Alegre. Enquanto tenta alinhar desempenho e resultado, o Tricolor segue ameaçado pela zona de rebaixamento e mostra que a briga contra as últimas posições deve ser uma realidade até as últimas rodadas da Série A - faltam seis.
Mais uma vez o Bahia jogou fora de casa com uma escalação bem modificada, porém, contra o Grêmio, a maior parte das mudanças foram forçadas. Biel foi o único jogador poupado por Rogério Ceni, que já não tinha Gilberto e Kanu, suspensos, e ainda perdeu Vitor Hugo, vetado por uma gastroenterite.
Quem ficou com a vaga de Biel foi Acevedo, decisão que reforçou a marcação no meio de campo tricolor. Na fase ofensiva, Thaciano ganhou mais liberdade para se aproximar de Cauly e Everaldo na tentativa de compensar a ausência do camisa dez.
As ideias de Rogério Ceni funcionaram no primeiro tempo. O Bahia congestionou o meio de campo e foi sólido sem a bola. Apesar do pouco volume ofensivo, conseguiu construir algumas jogadas. Na melhor delas, Cauly chegou a acertar o travessão em chute sem ângulo.
O meio de campo seguiu como o principal setor do Bahia no segundo tempo. O Tricolor de Aço ganhava muitos duelos por ali e ficava em boas condições para atacar com a defesa do Grêmio desorganizada. Cauly e Everaldo conseguiram finalizações, mas faltou capricho para abrir o placar.
E capricho foi o que sobrou para Luis Suárez marcar para o Grêmio aos 24 minutos, justamente no melhor momento do Bahia na partida. O Imortal atacou pelo lado direito, onde Besozzi foi cercado por Jacaré, Gabriel Xavier e Acevedo, mas conseguiu passe para o atacante uruguaio balançar as redes.
Apesar de não somar pontos em Porto Alegre, o torcedor que tenta olhar para o "copo meio cheio" pode celebrar uma melhora na atuação do time, que na maior parte do jogo foi superior ao Grêmio. A missão agora é alinhar desempenho e resultado para as próximas rodadas.
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