A Arena Fonte Nova era, e talvez ainda seja, o principal ponto de apoio do Bahia em meio a luta contra o rebaixamento. Rogério Ceni chegou a poupar jogadores em partidas como visitante para apostar alto nos jogos diante do torcedor. A estratégia vinha dando certo, com três vitórias nos últimos três jogos, mas nem isso salvou o Esquadrão em noite em que tudo deu errado contra o Cuiabá.
O estádio cheio e a força da arquibancada não impediram o Bahia de ser dominado pelo Cuiabá e perder por 3 a 0 o encontro válido pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro. A derrota em casa deixa o time em situação delicada na luta contra o Z-4 e certamente vai obrigar a cúpula tricolor a refazer as contas para a manutenção na Série A.
O jogo
A ausência de Thaciano não fez Rogério Ceni promover mudanças táticas no Bahia. O treinador armou o meio de campo com Rezende, Acevedo e Yago Felipe, mantendo a estrutura do time, que tinha ainda Cauly mais próximo dos atacantes Biel e Everaldo.
Os primeiros minutos de futebol na Arena Fonte Nova não foram bons para a equipe da casa. O Bahia sofreu com a pressão alta do Cuiabá e teve muita dificuldade para fazer a transição até o campo de ataque. As segundas bolas também eram quase todas dos visitantes.
E o que estava ruim ficou pior aos 20 minutos. Quando Camilo Cándido cometeu dois erros em sequência. Primeiro tentou fazer um corte e tirou Marcos Felipe da jogada. Depois, usou o braço para evitar o gol de Deyverson. Além do pênalti que foi convertido pelo camisa nove, o lateral ainda foi expulso.
Em inferioridade numérica no placar e no campo de jogo, a reação de Rogério Ceni foi sacar Biel para colocar o canhoto Luciano Juba, que assumiu o lado esquerdo do Bahia na ausência do expulso Camilo Cándido. A escolha do treinador não agradou o torcedor presente na Arena Fonte Nova, que respondeu com gritos de “burro”.
Mas dentro de campo a ideia de Rogério Ceni funcionou. Ao menos dentro do possível. Juba assumiu a lateral esquerda sem fazer o Bahia perder força ofensiva por aquele setor. O melhor momento do Tricolor foi justamente após a expulsão. Mesmo com um a menos, o time da casa conseguiu se posicionar no campo de ataque e criar chances durante cerca de 15 minutos.
O desenho da partida, no entanto, não favoreceu o Bahia. Com um jogador a menos, o Tricolor passou a sofrer muito na parte defensiva. Seja em jogadas de contra-ataque ou lances trabalhados pelo Cuiabá, que tinha facilidade para envolver os marcadores do Esquadrão.
Rogério Ceni voltou para o segundo tempo com o mesmo time que terminou a primeira etapa, mas encontrou um Cuiabá com outra postura. Os visitantes se organizaram no intervalo e passaram a usar o jogador a mais para tomar conta das ações do jogo e se impor em campo.
Com quinze minutos o treinador fez mudanças para tentar dar um novo rumo para a partida. Matheus Bahia e Lucas Mugni entraram em campo nas vagas de Yago Felipe e Cauly. Mais tarde entraram também Rafael Ratão (Vitor Hugo) e Ademir (Everaldo), mas o cenário da partida não mudou.
O que veio a seguir foram os esperados gols do Cuiabá. Mais dois, ambos em jogadas de contra-ataque. Isidro Pitta e Ronald Lopes marcaram. O último com a colaboração de Matheus Bahia.
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