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Sabado, 18 de Abril de 2026

Notícias/Política

Espólio político de Paulo Rangel no PT se dispersa após ida ao TCM.

Base eleitoral do ex-deputado se espalha por aliados; no norte da Bahia, Juvenilson Passos desponta como pré-candidato após recuperar elegibilidade.

Espólio político de Paulo Rangel no PT se dispersa após ida ao TCM.
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Militante histórico do PT, influente em movimentos sociais e algumas regiões do estado, o conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) Paulo Rangel deixou a Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) em março de 2024, deixando sua cadeira para atual secretária Estadual de Políticas para Mulheres (SPM), Neusa Cadore. Contudo, apesar de encontrar uma “herdeira” direta para sua vaga no legislativo estadual, seu espólio eleitoral não teve o mesmo destino, deixando os votos de 23 anos de atividades parlamentar espalhados entre aliados.

Conforme relatos de deputados próximos ao conselheiro, a base eleitoral de Paulo Rangel deve ser distribuída entre os parlamentares do PT e com pares de “outras legendas”. Vale lembrar que, nas eleições de 2022, o ex-deputado registrou 49.639 votos.

“Ele se relacionava tanto com deputados do PT quanto de fora. Esses votos vão ser difundidos”, relatou uma das fontes da reportagem.

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“Paulo circulava muito por aqui, difícil dizer se tem um herdeiro nesse sentido”, contou um parlamentar.

Natural de Paulo Afonso, Rangel foi presidente do PT no município e tem sua cidade natal como um dos seus principais redutos eleitorais. Todavia, consultando seus votos por município, foi notado que o ex-deputado expandia sua votação também em regiões próximas, como o Sertão do Francisco, e se alongava até a cidades da Chapada Diamantina.

Um exemplo é que os municípios com as maiores distribuições de votos para Rangel foram Paulo Afonso (Itaparica), Glória (Itaparica), Souto Soares (Chapada Diamantina), Boninal (Chapada Diamantina), Campo Alegre de Lourdes (Sertão do São Francisco), Juazeiro (Sertão do São Francisco), Remanso (Sertão do São Francisco) e Itiúba (Sisal).

Além da ligação com as regiões da Chapada e do norte baiano, Rangel também tinha influência dentro de movimentos sindicais, onde atuou por décadas. O ex-deputado já foi secretário-geral da Central Única dos Trabalhadores (CUT), presidente do Sindicato dos Eletricitários da Bahia e diretor da Federação Nacional dos Urbanitários.

 

O POSSÍVEL “HERDEIRO”

A apuração com pessoas ligadas ao norte baiano apontaram que há uma “expansão política” do ex-prefeito de Sento Sé, Juvenilson Passos (PT).  Nos bastidores já se circula a informação de que o ex-gestor é pré-candidato a deputado estadual para as eleições de 2026.

Um dos apoios públicos recebidos por Juvenilson foi do deputado federal, Diego Coronel (PSD), que foi o terceiro candidato mais bem votado da Bahia nas eleições de 2022, com mais de 170 mil votos.

Além disso, o ex-prefeito tem participado de agendas do governador Jerônimo Rodrigues (PT) pelo interior, se expandindo, inclusive, para Juazeiro, a maior cidade na região norte do estado. Contudo, apesar da movimentação, o crescimento do ex-gestor não foi atribuído diretamente à “herança” de Paulo Rangel pelos aliados do governador na AL-BA.

 

 

 

Juvenilson estava inelegível até 2030 por conta da rejeição de suas contas, de quando foi prefeito, pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Conforme publicação do Off News, ao longo de sua administração (2001-2008), o petista acumulou oito contas desaprovadas, conforme registrado no Acórdão nº 17.246/2021 do TCU – 1ª Câmara.

Todavia, conforme a assessoria de Juvenilson, no final de julho, o TCU decidiu, por unanimidade, anular a condenação imposta ao ex-prefeito de Sento Sé. Com a decisão, o tribunal determinou o arquivamento definitivo da Tomada de Contas Especial, possibilitando que Juvenilson dispute as eleições de 2026.

 

RANGEL NO TCM

Em março de 2024, o então deputado estadual Paulo Rangel foi eleito conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios atingindo 36 votos, contra 22 do seu opositor, o ex-deputado estadual Marcelo Nilo (Republicanos).

A apreciação ocorreu no plenário da Casa, após sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

A ausência na votação ficou por conta da bancada do PCdoB, que possui quatro parlamentares: Bobô, Olívia Santana, Zó e Fabrício Falcão. O grupo preferiu se ausentar da votação por conta do impedimento de Falcão em disputar a vaga.

O comunista se colocava como o candidato do governo, mas acabou escanteado por uma movimentação da base que preferiu o petista. Falcão retirou sua candidatura após ficar sem conseguir coletar assinaturas suficientes para realizar a sua inscrição e concorrer a vaga de conselheiro no TCM-BA.

Na época, sem um quadro do partido no pleito, o PCdoB emitiu uma nota e chamou o episódio de "lamentável desrespeito".

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Bruno

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Bruno

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