O ex-ministro Geddel Vieira Lima criticou o acordo de delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.
Ex-ministro foi condenado pelo STF em 2019. O STF (Supremo Tribunal Federal) condenou Geddel e o ex-deputado federal Lúcio Vieira Lima (MDB-BA), irmão do político, pelos crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa. A investigação levou à apreensão de cerca de R$ 51 milhões em dinheiro em um apartamento, em Salvador.
Pena foi de 14 anos e 10 meses de prisão e pagamento de 106 dias multa, valor estimado em R$ 1,6 milhão. Lúcio foi condenado a 10 anos e 6 meses de prisão e a um pagamento de 60 dias multa, valor estimado em R$ 908 mil. Além disso, os ministros condenaram os dois ao pagamento de R$ 52 milhões em danos morais coletivos, uma espécie de reparação à sociedade pelos crimes cometidos.
R$ 51 milhões divididos em dólares e reais. Os valores estavam em nove malas e sete caixas com notas de real e dólar, somando R$ 42,6 milhões e US$ 2,7 milhões (R$ 8,4 milhões, no câmbio da época).
Liberdade condicional. Em fevereiro, o ministro Edson Fachin autorizou Geddel a cumprir pena em liberdade condicional. Além da progressão de regime, o ministro também liberou a dedução de 681 dias da sentença de 13 anos e quatro meses imposta no processo. Geddel cumpria pena desde julho de 2017, quando foi decretada sua prisão provisória.
Geddel criticou Mauro Cid em post no Instagram
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