A adoção da inteligência artificial no ambiente de trabalho traz uma série de questões complexas. A IA pode otimizar processos e aumentar a eficiência. Pode também aprofundar disparidades ao tornar obsoletas certas funções, muitas vezes ocupadas por trabalhadores menos qualificados ou por grupos já marginalizados.
Não é impossível imaginar um futuro próximo em que as pessoas vão trabalhar apenas metade da semana, entre outros benefícios que serão trazidos pela inteligência artificial, disse Jamie Dimon, o CEO do JP Morgan.
Indagado sobre os riscos da IA, Dimon disse que novas tecnologias sempre trazem ameaças, mas é preciso “respirar fundo” e pensar nos benefícios.
“Os seus filhos vão viver até os 100 anos e não terão câncer, por causa da tecnologia,” disse Dimon numa entrevista à Bloomberg TV. “E eles poderão trabalhar três dias e meio por semana.”
Para o CEO, a inteligência artificial é algo “crítico para o sucesso futuro de nossa companhia” e o uso desses recursos já faz parte do dia a dia do banco, em áreas como gestão de risco, criação de novos produtos e engajamento dos clientes.
“A inteligência artificial pode ser usada em todos os processos, em todos os aplicativos e em todas as bases de dados,” Dimon disse à Bloomberg. “Ela pode ser usada como copiloto ou pode substituir humanos.”
Os comentários do presidente do maior banco americano sobre a redução da carga de trabalho lembram a famosa previsão feita por John Maynard Keynes, quando afirmou, no ensaio Possibilidades Econômicas para os Nossos Netos, de 1930, que em 100 anos as pessoas iriam trabalhar apenas 15 horas por semana – “três horas ao dia serão mais do que suficientes.”
Por enquanto, entretanto, os executivos do banco precisam bater ponto cinco dias por semana e no escritório, nada de trabalho remoto.
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