O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), afirmou nesta segunda-feira (21) que o pagamento dos precatórios do Fundef ainda depende de decisão do governo federal e da Justiça. Segundo ele, o Estado tem cobrado, mas a liberação dos recursos não está sob sua responsabilidade direta.
“O que nós temos a pagar da educação não depende de mim, depende do governo federal, do MEC, da Justiça. Não teve ainda [pagamento]. Então estive lá, requisitei, estamos cobrando, pedindo, mas aguardando a decisão federal”, afirmou o governador.
Reforma administrativa
Questionado sobre uma possível reforma administrativa, o petista afirmou que pretende reorganizar a equipe no início de 2026, em razão das eleições. “Nós temos pelo menos três, quatro, cinco secretários que são deputados. Naturalmente, esses terão que se afastar. Estou planejando, vou conversar com os partidos, porque meu desejo é que esses se afastem no primeiro dia do ano de 2026, para que não atrapalhe o meu governo”, disse.
Jerônimo explicou que ainda não há mudanças imediatas previstas, mas que a discussão será feita com a base aliada. “Se tiver alguma coisa, é menor, não tem nada previsto não.”
Críticas ao secretário de Comunicação
Sobre as críticas ao secretário de Comunicação, Di Flora, que tem sido alvo de insatisfações nos bastidores do governo e de aliados políticos, Jerônimo desconversou e saiu em defesa do auxiliar. “O secretário não ouviu nada disso, não chegou à minha mesa nenhuma crítica, nenhuma. O Di Flora é um secretário muito experiente e está mantido. Vou fortalecer meu secretário”, concluiu.
As declarações foram dadas durante evento na Estação da Calçada, em Salvador, ao lado do ministro da Casa Civil, Rui Costa. Na ocasião, Jerônimo autorizou a Companhia de Transportes do Estado da Bahia (CTB) a tomar providências para a assinatura do aditivo contratual do Lote 1 do VLT, no trecho Calçada–Comércio, e para o lançamento do edital de sinalização e telecomunicações dos lotes 1, 2 e 3.
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