O ex-ministro do governo Jair Bolsonaro e líder do PL na Bahia, João Roma, afirmou ver com bons olhos a reaproximação da esposa, a deputada federal Roberta Roma (PL-BA), com o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil). Segundo ele, essa amizade pode ser um passo importante para para as eleições de 2026.
Roma afirmou que têm trabalhado para firmar essa relação política entre o PL e o grupo político do ex-prefeito e vice-presidente nacional do União Brasil.
“Eu tô trabalhando. Como eu já até declarei, que não só é uma possibilidade nós nos unirmos nas eleições, como estou trabalhando pra isso. Mas é óbvio que isso terá o seu tempo. Qual é esse tempo, especificamente? É o tempo de uma conjuntura nacional. Então, pra ter o desfecho na Bahia, também temos que aguardar o desfecho federal do Brasil”, disse.
Roma afirmou ainda que não só ele e sua esposa estão comemorando essa retomada da amizade, mas como também ACM e a Bahia comemoram. “Você vê muitas mensagens positivas no Instagram dela, assim como em outros veículos que transmitiram essa notícia”.
Questionado sobre uma possível chapa composta por ele com Neto, o ex-ministro não descartou a possibilidade, e que, para que isso seja possível, os dois lados precisam conversar e se esforçar para que essa chapa seja real.
“Agora, pra isso ser possível, existem alguns pontos que envolvem, inclusive, as questões nacionais também. Mas hoje tá muito mais pra convergir, até pela aglutinação que nós temos pela antítese ao PT. Então, eu acho que tem, sim, hoje toda a possibilidade disso”, concluiu.
Relação entre Roberta e ACM
Nesta quarta-feira (24), a deputada federal postou uma foto ao lado o ex-prefeito de Salvador, onde anunciou a reconciliação entre eles. “A política tentou nos separar… Foram mais de 2 anos de distanciamento… Mas o propósito de vida falou mais alto. E o amor voltou a imperar. Quem diria que depois de tantas farpas, viriam abraço”, escreveu.
O afastamento pessoal e político dos dois aconteceu quando João Roma foi anunciado como ministro da Cidadania do governo Bolsonaro, o que foi interpretado por Neto como um rompimento. Na época, ele havia dito que foi informado da nomeação pela imprensa.
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