O Catanduva é um clube um tanto quanto peculiar,isso porque foi fundado e pertence a ninguém menos que um padre, onde por sinal, é o prefeito da cidade de Catanduva-SP.
Em sua quinta participação no Campeonato Paulista da segunda divisão - a popular Bezinha -, o Catanduva fez história. O Santo, como é conhecido, conquistou o primeiro acesso e vai disputar a Série A3 de 2024, deixando para trás equipes tradicionais do estado como Paulista, Mogi Mirim, União Barbarense, Rio Branco, XV de Jaú e América-SP, por exemplo.
A trajetória do Catanduva até chegar ao acesso é claramente ascendente. Fundado no fim de 2017, o clube disputou a Bezinha pela primeira vez em 2018.
No ano seguinte, a melhora foi considerável. O time avançou nas duas primeiras fases e só foi eliminado às vésperas do mata-mata. O desempenho seria semelhante na temporada seguinte que a equipe disputou o torneio, mas isso não aconteceu em 2020, já que no ano em questão, o Santo esteve licenciado da disputa.
Já em 2022, o Catanduva viu a inédita classificação para o mata-mata escapar pelos dedos. A equipe ia ficando com a vaga com um empate diante da Itapirense, mas viu o Itararé virar o jogo com o Ska Brasil nos minutos finais e tomar o seu lugar.
Agora, o clube tem a chance de conquistar o primeiro título de sua história. Catanduva e União São João se enfrentam nos dois próximos sábados valendo o troféu de campeão do Paulista da segunda divisão.
O primeiro jogo será no próximo dia 23, às 16h, no estádio Silvio Salles, em Catanduva. Já a volta acontece no dia 30, às 15h, no estádio Hermínio Ometto, em Araras.
O sacerdote Osvaldo de Oliveira Rosa, no caso, é o mandatário. Dono de 90% da SAF do clube, ele se divide entre as muitas funções com a ajuda do irmão, o também padre Ernesto, presidente-executivo do time.
Até mesmo a fundação do clube, em 2017, passa por um processo curioso. Na ocasião, o padre Osvaldo criou uma escolinha de futebol para atrair crianças da comunidade para a catequese. A regra era de que apenas quem estivesse frequentando as aulas do estudo religioso pudesse participar dos treinos.
O dinheiro do clube vem do próprio bolso do padre, além de apoiadores locais. O Catanduva conta ainda com três patrocinadores, dois dos quais são empresas de propriedade do próprio dono da agremiação.
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