Uma atuação desastrosa do sistema defensivo marcou uma noite infeliz do Bahia no Mineirão. O Tricolor não repetiu a boa compactação das últimas partidas e ainda pagou caro com falhas individuais, e cruciais, na derrota por 3 a 0 da última quarta-feira, em resultado válido pela 29ª rodada do Brasileirão e que coloca o time baiano como um dos principais alvos dos clubes que figuram na zona de rebaixamento.
Vale ressaltar que também não houve poder de recuperação de uma equipe que teve a espinha dorsal mantida em relação aos últimos jogos. O técnico Rogério Ceni só realizou uma mudança, com a volta de Rezende no lugar de Acevedo, após suspensão.
Vitor Hugo seguiu fora por causa de um corte na testa, e Raul Gustavo foi mantido no onze inicial. O zagueiro, inclusive, cometeu o primeiro erro tricolor, que quase custa caro, após cruzamento na área. O goleiro Marcos Felipe também ficou pelo caminho, enquanto William desviou a bola para fora.
A indefinição dos atletas de defesa do Bahia se repetiu no cruzamento seguinte do Cruzeiro, desta vez oriundo do lado esquerdo. O zagueiro Kanu marcou gol contra em lance no qual Marcos Felipe também errou ao sair mal do gol.
Para buscar o empate, o Bahia precisaria de alternativas ofensivas, mas houve dificuldade de criação, tanto na transição rápida como diante do adversário com linhas baixas. Para piorar, na reta final do primeiro tempo, Cauly deixou o campo após incômodo na coxa direita.
O atleta do Tricolor com maior potencial de decidir uma partida foi substituído pelo atacante Rafael Ratão. Thaciano passou a atuar mais centralizado e ser o armador da equipe, mas sem êxito.
No lance seguinte, um erro individual de Gilberto gerou contra-ataque cruzeirense e bola na trave diante de um Bahia vulnerável após cobrança de escanteio. A sequência do primeiro tempo mostrou o pior do time de Rogério Ceni, facilmente superado no setor defensivo e pouco efetivo nas subidas ao ataque. O Tricolor esteve mais perto de levar o segundo gol do que de empatar o jogo.
Na segunda etapa, o Bahia conseguiu ter maior volume ofensivo, mas manteve-se exposto aos contra-ataques e levou o segundo gol após erro de Yago Felipe. Na sequência da jogada, o Tricolor não foi efetivo na transição defensiva e viu Marlon marcar em cruzamento que contou com falha de Marcos Felipe ao tentar fazer a defesa.
Rogério Ceni ainda demorou de fazer as quatro alterações restantes em busca de uma reação. Aos 25 minutos, o treinador trocou Cándido, Yago, Thaciano e Biel por Matheus Bahia, Mugni, Acevedo e Ademir, respectivamente.
Com isso, Ratão passou a jogar pelo lado esquerdo do ataque e Ademir pela direita. Acevedo e Mugni povoaram o meio-campo, enquanto Matheus atuou em sua função de lateral-esquerdo.
O problema é que as alterações não surtiram o efeito esperado, e o Tricolor seguiu pouco produtivo e correndo riscos. Um desses lances de vulnerabilidade defensiva gerou o terceiro gol do time da casa, após cruzamento em que Kanu ofereceu condições de jogo a Bruno Rodrigues e marcou o atleta de longe
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