A 30ª rodada do Campeonato Brasileiro colocou o Bahia diante do Palmeiras, no Allianz Parque. Mas a cabeça de Rogério Ceni pareceu estar no jogo seguinte, contra o Fluminense, na Arena Fonte Nova. O treinador preservou titulares, mandou para campo uma escalação bem alternativa e terminou derrotado por 1 a 0. Marcos Felipe evitou um placar maior.
Se o plano de Ceni foi realmente preservar os jogadores para a partida de terça-feira, ainda é cedo para dizer que ele pagou caro pela decisão. Tudo vai depender do que acontecer diante do Flu. Mas ao “abrir mão” de uma rodada, o técnico flerta com uma aproximação da zona de rebaixamento. Santos, Goiás e Vasco entram em campo neste domingo.
Além de sete mudanças no time titular, o Bahia teve também uma nova formação tática, com três zagueiros. A escalação levou para campo uma equipe com mais capacidade física e poder de marcação para enfrentar o Palmeiras. Na fase ofensiva, a aposta era contra-atacar.
Quando a partida começou, teve o roteiro imaginado. O Palmeiras tinha a bola e o Bahia se preocupava primeiro em defender-se. Nos minutos iniciais, de forma desorganizada, viu o time paulista ser mais perigoso. Depois, conseguiu se ajustar para negar espaços aos mandantes.
Mas a segunda parte do plano de Rogério Ceni não funcionou. O esperado contra-ataque não aconteceu. O Bahia não existiu na fase ofensiva, e de tanto ficar sem a bola sofreu o gol, que nasceu justamente a partir de um erro na saída tricolor.
Matheus Bahia errou passe e viu Gomez ser rápido para acionar Endrick no espaço deixado pelo lateral. O atacante sofreu falta de Rezende, mas a arbitragem deu vantagem e Raphael Veiga aproveitou para balançar as redes.
O Bahia voltou para o segundo tempo com Mugni na vaga de Matheus Bahia e uma postura um pouco mais ofensiva. Ideia que foi reforçada pelas entradas de Biel, Everaldo e Cándido aos 15 minutos. Ademir, Mingotti e Juba deixaram o campo.
Apesar de frequentar mais o campo de ataque, o Tricolor não conseguiu transformar esse melhor momento em lances de perigo. Weverton foi um mero espectador em praticamente toda a partida. E, ao tentarem se tornar mais ofensivos, os comandados de Rogério Ceni passaram a oferecer mais espaços ao Palmeiras, que ficou mais perto do segundo gol.
Marcos Felipe foi o responsável por evitar um placar mais elástico no Allianz Parque. O goleiro fez defesas importantes em finalizações cara a cara com Breno Lopes e Artur.
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