O torcedor do Bahia que assistiu ao resultado positivo sobre a equipe alternativa do Fluminense, por 1 a 0, na última terça-feira, deve ter ficado aliviado. O Tricolor não tratou a bola com carinho em muitos momentos do jogo disputado na Fonte Nova, sofreu defensivamente diante de um adversário com cabeça na final da Libertadores e garantiu o excelente resultado na luta contra o rebaixamento graças a um raro momento de acerto ofensivo.
E olha que o Bahia atuou com força máxima, incluindo Vitor Hugo, na defesa, e Cauly, no meio-campo, uma equipe teoricamente mais forte que a escalada na derrota para o Palmeiras, em jogo no qual Rogério Ceni mandou sete reservas no onze inicial.
A princípio, a opção de escalar uma equipe bem diferente na última rodada para descansar os atletas pareceu não surtir o efeito desejado, pois o Bahia não se encontrou em boa parte do primeiro tempo, ou melhor, do jogo.
Diante de um jogo de poucos acertos no meio-campo, o Bahia passou muitos momentos envolvido pelo adversário, que acertou duas bolas na trave, a primeira em jogada nas costas do sistema defensivo do Esquadrão; a segunda, em chute de fora da área.
Apesar dos sustos e do jogo abaixo da expectativa, o time baiano insistiu tanto que passou a ganhar campo e equilibrar as ações da primeira etapa. Mas o trio ofensivo Cauly, Biel e, principalmente, Everaldo estava pouco inspirado, cometeu vários erros e não deu continuidade aos lances.
A principal dificuldade era superar o "ônibus" de jogadores do Flu dentro da área. Os inúmeros atletas de branco só não atrapalharam quando Camilo Cándido caprichou no cruzamento e Everaldo cabeceou para abrir o placar em jogada de insistência de Cauly na armação.
A leve melhora do camisa 9 foi importante para a construção parcial do resultado. Além de gol e chute travado, Everaldo acertou casquinha para deixar Biel em condições de marcar. Após os 45 minutos iniciais, contudo, o próprio "Eve" admitiu que não fazia uma boa partida.
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