O goleiro Marcos Felipe praticamente assistiu à goleada do Bahia sobre o Moto Club, na noite da última quarta-feira, no Estádio Nhozinho Santos. Após derrota e jogo ruim no clássico Ba-Vi, o Tricolor voltou a se impor em campo para golear por 4 a 0 e garantir vaga na segunda fase da Copa do Brasil sem sustos.
Diante de um gramado não tão bom como o da Fonte Nova e castigado pela chuva, o técnico Rogério Ceni promoveu a estreia do colombiano Estupiñán e escalou o volante Thaciano como atacante. Dois jogadores fisicamente mais fortes em vez de atacantes de beirada, como Biel e Ademir.
É bom deixar claro que o adversário maranhense não tem o mesmo nível que uma equipe de Série A como o Vitória, mas o Bahia cumpriu a sua obrigação em campo, e o mais importante, sem dar margem para erros.
O time da casa finalizou apenas três vezes, nenhuma em direção ao gol, enquanto o Tricolor, com suas referências físicas na grande área, acumulou 20 tentativas, nove no alvo. O Bahia até demorou de balançar a rede e precisou de um pênalti bem marcado para abrir o placar, mas se soltou após o primeiro gol, anotado por Estupiñán, na reta final do primeiro tempo.
O lance que gerou a penalidade foi o melhor do time baiano na primeira etapa e contou com bom lançamento de Everton Ribeiro e ajeitada de cabeça de Estupiñán para Cauly ser derrubado na área. Antes disso, o Bahia até chegou à área várias vezes, mas com finalizações em cima dos defensores e cruzamentos ruins.
O time comandado por Rogério Ceni teve 61% de posse de bola e sete desarmes completos ao longo da partida. A escalação de atletas como Santiago Arias, que pareceu melhor marcador que Gilberto na lateral direita, e Rezende, também parece ter colaborado para essa melhor imposição na parte física.
Além disso, jogadores técnicos como Everton Ribeiro e Cauly funcionaram bem para levar o Tricolor ao ataque. Foi de Everton o passe para cruzamento de Arias, no lado direito, em jogada que sobraria para Jean Lucas marcar o segundo gol tricolor da entrada da área.
Também foi do camisa 10 do Bahia a assistência para Cauly fazer boa jogada individual e invadir a área para marcar um belo gol e praticamente liquidar a partida aos dez minutos do segundo tempo.
Com a confortável vantagem em um jogo no qual só precisava do empate, Rogério Ceni promoveu mudanças em atacado para descansar titulares na partida.
Logo aos 17 minutos, o treinador colocou Caio Alexandre, Rafael Ratão e Biel nas vagas de Everton Ribeiro, Estupiñán e Thaciano, respectivamente. Ademir e Yago Felipe entraram menos de dez minutos depois, nos lugares de Cauly e Jean Lucas, respetivamente.
As alterações diminuíram o ritmo da equipe, mas ainda deu tempo de Ademir sofrer pênalti e desperdiçar a cobrança, após ótimo lançamento de Caio Alexandre, e de Biel encontrar Ratão em liberdade na área para marcar o quarto gol, já na reta final do jogo.
A terceira goleada do Bahia diante de um time tecnicamente inferior deixa a sensação que o Tricolor não terá muito trabalho quando enfrentar equipes desse nível em 2024. O time fica com a bola próxima da área e produz chances em profusão para chegar ao resultado até com certa facilidade.
Resta saber se o Esquadrão apresentará melhora defensiva diante de uma equipe que o tire da zona de conforto e não deixe de buscar o ataque. O jogo do próximo domingo pode reservar algo neste sentido. Às 16h (horário de Brasília), o Tricolor encara o Juazeirense, adversário que costuma dar trabalho no Adauto Moraes.
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