Deputados estaduais com quem conversamos na Assembleia Legislativa se dizem assustados com os custos das campanhas políticas no interior do estado que, apesar das promessas do TRE e MP em fiscalizar o abuso de poder, a prática da possível compra de cabos eleitorais e lideranças assusta.
Estima-se que os custos para sustentar com viabilidade uma campanha varia entre R$5 milhões e até R$30 milhões a depender do porte do município - número de eleitores e tamanho do território.
O presidente da Assembleia, deputado Adolfo Menezes (PSD), em conversa com os jornalistas nesta tarde de terça-feira, 3, disse que a situação é preocupante e o nível da política se desgasta, se deteriora, exigindo um esforço enorme tanto dos deputados quanto dos candidatos a prefeitos e vereadores uma vez que a eleição no próximo 6 de outubro é municipal.
"O pior - confessa Adolfo - é que, praticamente, se institucionalizou entre os apoiadores das campanhas que é necessário ter recursos financeiros e embora o Fundo Partidário exista não chega a todos".
Nas campanhas políticas os apoiadores e integrantes dos núcleos de propaganda que vão as ruas, quer segurando uma bandeira ou colando adesivos, não dão um passo sem remuneração, que varia para um porta bandeiras o valor entre R$70,00 e R$100,0 a diária com lanche. Trabalho de um turno das 8 às 14 horas ou das 14h e 20h.
A militância que ainda tinha um pequeno contingente nas hostes do PT, PSOL, PCdoB minguou e na atualidade, ainda existe numa escala pequena sem remuneração no PCO e no PSTU.
O que fazer diante dessa situação? Confessaram deputados com quem conversamos que não se pode fazer nada. Ou se entra no jogo e vai surfando na onda das campanhas remuneradas ou não se chega a lugar algum. Isto é: o êxito da maioria das campanhas se sustenta com base em recursos financeiros. Sem eles, nada feito. E, nessa época do ano, são notórios casos de traição de cabos eleitorais mudando de lado e levando consigo pequenas bases eleitorais.
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