O ex-prefeito de Salvador, João Henrique, anunciou seu futuro ingresso no Partido Liberal (PL), liderado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, durante uma passagem pelo Camarote Salvador. Em meio à polêmica deflagrada pela Operação Tempus Veritatis, que teve Bolsonaro como um dos alvos, ele saiu em defesa do presidente e criticou o que chamou de "perseguição política".
"Estamos indo provavelmente para o PL enfrentar essa cruzada contra a perseguição ao presidente Bolsonaro. Eu tenho experiência viva, nua e crua do que é uma perseguição política. O inimigo ele não quer só te derrotar, ele quer aniquilar a sua imagem para governar sem oposição", afirmou João Henrique, reforçando sua decisão de se unir ao partido.
João Henrique, que já foi prefeito de Salvador, comparou a situação enfrentada por Bolsonaro à que ele mesmo enfrentou em sua gestão municipal. "Isso que estão fazendo com o presidente Bolsonaro, eu vivi. Sei muito bem o que é isso. E por isso, passado o carnaval, vamos juntar os esforços aqui no PL na Bahia para mostrar, e eu, com muita legitimidade, porque passei por tudo isso, só que na esfera municipal. Agora vejo esse mesmo quadro de derrotar o adversário e aniquilar a imagem do adversário à nível federal. Então estaremos apostos após carnaval para entrar nessa cruzada", completou.
Em outra frente, o presidente do PL na Bahia, João Roma, criticou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, de converter a prisão de Valdemar Costa Neto (PL) em preventiva. Ele classificou a medida como "esdrúxula" e um "severo ataque à democracia". “Essa decisão é um severo ataque à democracia, ao funcionamento do órgão que é o partido político, o maior do Brasil o PL, e a decisão de manter o presidente Valdemar sob prisão preventiva é completamente esdrúxula com argumentos persecutórios e isso é uma grave ameaça”, disse Roma.
Roma também expressou preocupação com o que considera uma falha na segurança jurídica do país e acusou o judiciário de atuar com "dois pesos e duas medidas". "Nós todos estamos muito preocupados com o que está havendo e indignado com essa decisão que, com o pretexto de defender a democracia, está sepultando a democracia no Brasil”, concluiu.
A Operação Tempus Veritatis, deflagrada pela Polícia Federal na última quinta-feira, investiga a participação de Bolsonaro, ex-ministros e ex-assessores em um suposto golpe de Estado para invalidar as eleições de 2022, vencidas pelo atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
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