Na última sexta-feira, o Vitória revelou duas propostas que podem mexer com futuro no Rubro-Negro. Uma delas é a mudança, por R$ 200 milhões, do nome do clube para "Fatal Model Vitória". Uma situação complexa e que envolve uma série de etapas caso vá adiante.
Mas existe uma outra proposta com um trâmite menos burocrático, com a venda do naming rights do Barradão por R$ 100 milhões em 10 anos. Uma transação que também seria histórica a nível nacional.
Antes de mais nada, vale um alerta. Os sócios do Vitória estão em votação se aprovam ou não a venda do naming rights do Barradão, assim como a mudança do nome do clube. As duas propostas foram feitas pela Fatal Model e não são cumulativas. Ou seja: é uma ou outra.
"A decisão que está ao poder do Conselho Diretoria é a venda do naming rights. Se for aprovada, vamos mandar para os órgãos internos do clube", disse o presidente Fábio Mota.
Caso a venda dos naming rights se concretize, o Vitória quer usar o dinheiro como primeiro passo para as reformas do Barradão. A ideia é usar os R$ 100 milhões para a construção da cobertura do estádio. O clube projeta um gasto total de R$ 350 milhões com a modernização do seu santuário.
O Vitória pode ser o quinto clube da Primeira Divisão do Campeonato a vender os naming rights do seu estádio. A Itaipava Arena Fonte Nova, em Salvador, onde o Bahia manda os seus jogos, pertence a uma Parceria Público Privada (PPP).
O último clube a vender os naming rights do estádio foi o Athletico, em junho deste ano, quando a Arena da Baixada passou a se chamar Ligga Arena. Processo semelhante aconteceu com Corinthians, Atlético-MG, Palmeiras e, na Bahia, com a Arena Fonte Nova.
Corinthians: R$ 300 milhões por 20 anos = 1,25 milhão por mês;
Palmeiras: R$ 300 milhões por 20 anos = 1,25 milhão por mês;
Athletico: R$ 200 milhões por 15 anos = 1,11 milhão por mês;
Vitória: R$ 100 milhões por dez anos = 833 mil por mês;
Atlético-MG: R$ 60 milhões por dez anos = 500 mil por mês.
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